(PUC-MG/2026) O Instituto Butantan sediou o IV Encontro Nacional de Vigilância e Controle dos Acidentes por Animais Peçonhentos. Encabeçado pelo Ministério da Saúde, o evento reuniu gestores, pesquisadores e profissionais da saúde de todo o Brasil para discutir e atualizar planos e estratégias intersetoriais, tendo como foco a melhoria da assistência às vítimas de picadas de animais.
Fonte: Pinelli, Natasha. IV Encontro Nacional de Vigilância e Controle dos Acidentes por Animais Peçonhentos. Disponível em: https://butantan.gov.br/noticias/butantan-sedia-encontro-nacional-para-discutir-vigilancia-e-reforcar-controle-de-acidentes-por-animais-peconhentos. Acesso em 23/08/2025.
A partir da leitura do enunciado apresentado e de seus conhecimentos, indique qual desses animais NÃO pode ser considerado peçonhento:
A) Aranhas.
B) Escorpiões.
C) Sapos.
D) Serpentes.
RESOLUÇÃO:
Para resolver essa questão, é importante entender a diferença biológica entre um animal peçonhento e um animal venenoso.
Animais Peçonhentos: São aqueles que produzem veneno e possuem uma estrutura anatômica específica (um “aparelho inoculador”) para injetá-lo ativamente em suas presas ou agressores.
Ex.: Aranhas usam quelíceras.
Escorpiões usam o ferrão (télson).
Serpentes (as peçonhentas) usam dentes ocos ou sulcados (presas).
Animais Venenosos: São aqueles que produzem ou acumulam veneno, mas não possuem uma estrutura para injetá-lo. A intoxicação acontece de forma passiva, geralmente por contato, compressão ou se o animal for ingerido.
Os sapos se enquadram na categoria de animais venenosos, e não peçonhentos. Eles possuem glândulas de veneno na pele (como as glândulas parotóides, localizadas atrás dos olhos), mas só liberam essa toxina quando essas glândulas são comprimidas — por exemplo, quando um predador tenta mordê-los. Eles não conseguem “atacar” injetando o veneno.
Resp.: C
VEJA TAMBÉM:
– Questão comentada sobre aranhas, da Unec-Caratinga 2021
– Resolução da questão sobre acidentes com animais peçonhentos, do Unicentro 2019