(Biologiaresolvida/2026) A descoberta da serpente fóssil Tametara mirim, que viveu no atual território paulista entre 85 e 75 milhões de anos atrás, forneceu novas informações sobre a evolução desses répteis. A análise de parte do crânio e de mais de 100 vértebras articuladas revelou adaptações à vida subterrânea, como alterações no ouvido interno e na estrutura dos ossos cranianos. Ao mesmo tempo, outras serpentes do período apresentavam hábitos terrestres superficiais ou marinhos.
Fonte: BERNARDES, Júlio. Fóssil de serpente escavadora brasileira revela caminhos da evolução nos répteis. Jornal da USP, 22 jul. 2026. Texto adaptado.
As evidências apresentadas pelo fóssil de Tametara mirim indicam que a evolução inicial das serpentes foi caracterizada pela
A) ocupação exclusiva de ambientes subterrâneos, dos quais surgiram posteriormente todas as serpentes modernas.
B) aquisição simultânea da perda completa dos membros e do hábito marinho por todas as linhagens primitivas.
C) diversificação precoce das linhagens, com adaptações a diferentes ambientes e modos de vida.
D) manutenção de uma anatomia craniana uniforme, independentemente do ambiente ocupado pelas espécies.
E) substituição gradual das serpentes terrestres pelas espécies escavadoras durante o Cretáceo Superior.
RESOLUÇÃO:
A coexistência de serpentes escavadoras, terrestres de superfície e marinhas demonstra que a evolução inicial do grupo não ocorreu por uma única trajetória ecológica. As diferentes linhagens já apresentavam adaptações a diversos ambientes durante o Cretáceo Superior, evidenciando uma diversificação ecológica precoce.
Resp.: C