(Emescam/2024) Em uma entrevista para o programa Fantástico, da rede Globo, o infectologista Esper Kallás fez a seguinte afirmação, ao ser questionado por que já temos vacinas contra a Covid-19, e para o HIV ainda não: “Porque o HIV é um vírus extremamente mais complexo quando a gente compara, por exemplo, com o novo coronavírus.
Ele entra nas células, ele se mistura com o material genético da pessoa que é infectada e encontrar esse vírus escondido dessa forma é muito mais difícil no nosso sistema de defesa. O segundo problema é que o HIV é um vírus extremamente variável”.
Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/08/22/vacina-contra-o-hiv-fantastico-acompanhavoluntarios-de-pesquisa-que-pode-mudar-a-historia-da-aids.ghtml/.
Acesso em: 15 ago. 2023 (adaptado).
O vírus citado no texto é mais complexo porque
A) age nas células humanas de forma semelhante aos bacteriófagos, quando estes fazem o ciclo lisogênico nas bactérias, dificultando a ação do sistema imunológico.
B) apresenta, em sua estrutura, enzimas responsáveis pela transcrição e tradução do seu material genético, para a formação de novos
vírus.
C) apresenta envelope viral formado com proteínas e triglicerídeos obtidos a partir do seu metabolismo nas células infectadas.
D) é extremamente mutável, alterando constantemente seu ácido nucleico de fita dupla e, consequentemente, suas proteínas do capsídeo.
RESOLUÇÃO:
O texto destaca que o HIV “se mistura com o material genético da pessoa”. Biologicamente, isso ocorre porque o HIV é um retrovírus: ele possui uma enzima chamada transcriptase reversa, que possibita a formação de uma fita de DNA a partir do RNA viral, e outra chamada integrase, que insere esse DNA viral no DNA da célula humana. Esse comportamento é análogo ao ciclo lisogênico dos bacteriófagos (vírus que infectam bactérias).
Resp.: A
VEJA TAMBÉM:
– Questão resolvida sobre vírus, da UFRN
– Resolução da questão sobre novo coronavírus, da Unit 2024
– Questão resolvida sobre vírus, da Faculdade Serra Dourada 2025