Resumo produtividade nos ecossistemas

Material teórico sobre Produtividade nos ecossistemas

A produtividade em um ecossistema pode ser conceituada como sendo a eficiência com que os organismos de determinado nível trófico aproveitam a energia recebida para produzir biomassa (Amabis & Martho, Biologia das Populações, v.3, p.343).

Produtividade Primária Bruta:
Corresponde ao total da energia luminosa absorvida pelos autótrofos e convertida em biomassa, em um determinado intervalo de tempo (corresponde ao total de biomassa produzida pela fotossíntese em um intervalo de tempo). A produtividade bruta é elevada em grandes formações vegetais (elevada taxa fotossintética).

Produtividade Primária Líquida: Corresponde à parcela da energia armazenada disponível para o nível trófico seguinte. É importante enaltecer que parte da biomassa sintetizada pelos autótrofos é utilizada pelo próprio organismo para a sua sobrevivência (respiração celular). Nas grandes formações vegetais, a produtividade primária líquida é muito baixa, uma vez que a taxa respiratória é elevada.
Então:
PPL = PPB – R

Produtividade Secundária:
A quantidade de matéria orgânica absorvida por um herbívoro durante certo intervalo de tempo corresponde à produtividade secundária bruta (PSB). Usando o mesmo raciocínio anterior, a quantidade de energia acumulada nos herbívoros, disponível para o nível trófico seguinte (já descontando o que o animal gastou para suas atividades) constitui a produtividade secundária líquida.

Observe que o fator tempo é considerado. Dessa forma, o tempo necessário para se obter 500 quilos de carne (a partir de um bezerro) é maior que o tempo necessário para obter 500 Kg de carne de frango, utilizando-se a mesma quantidade de milho. Diz-se, assim, que a produtividade secundária líquida do frango é maior que a do bezerro.

Veja também:
Resumo sobre pirâmides ecológicas

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