Resumo sobre intérfase

Resumo sobre intérfase

INTÉRFASE

O intervalo de tempo transcorrido desde o momento em que uma célula surge a partir de outra pré-existente até o momento em que ela se divide em duas novas células, recebe o nome de ciclo celular. A duração deste ciclo é muito variável. No corpo humano, por exemplo, há células que completam o ciclo celular em aproximadamente 24 horas (ex.: células do duodeno) e células que nunca se dividem (ex.: células nervosas –> chamadas de células permanentes).

A intérfase compreende o intervalo de tempo entre duas divisões consecutivas. É um período de intensa atividade metabólica e de maior duração do ciclo celular. Em células de ciclo celular curto, a intérfase chega a corresponder 95% do ciclo. Para se ter uma ideia, se o ciclo celular tiver uma duração de 24 horas, a intérfase ocupará cerca de 23 horas do ciclo, restando apenas cerca de 1 hora para a divisão propriamente dita.

Algumas células, como os neurônios, permanecem em intérfase durante toda a vida. Diz-se que essas células ficam em G1 prolongado, ou estado G0 (ou, ainda, fase de quiescência). Neste estágio a célula está realizando todas as suas funções para manter o tecido ou órgão funcionando.
Em uma célula que vai entrar em divisão, a intérfase é dividida em 3 períodos:

G1 : ocorre síntese de proteínas e de RNA; crescimento celular. Após o período G1 há um ponto de checagem, em que se verifica se o ambiente está favorável para a célula se dividir.

S: ocorre duplicação do DNA e dos centríolos. Nesta fase tem-se um crescimento expressivo do núcleo celular.

G2: síntese de proteínas (do citoesqueleto). Em G2 os cromossomos estão constituídos por 2 moléculas de DNA cada (2 cromátides). Após o período G2 (antes da célula entrar em divisão) há um segundo ponto de checagem, em que ocorre verificação se o DNA está corretamente duplicado e se o ambiente está favorável à divisão.

A figura abaixo (extraída de Molecular Biology of the Cell, 4th Edition) fornece uma boa ideia de como a intérfase está organizada e os locais de checagem.

Sabe-se, hoje, que o gene p53 (gene supressor tumoral) encontrado no braço curto do cromossomo 17, tem como produto de sua transcrição e posterior tradução,  uma fosfoproteína denominada de p53 (ela tem massa molecular igual a 53 kD)  que desempenha importante papel no controle da divisão celular e indução da apoptose. Em condições de danos não reparados no DNA, a p53 bloqueia o ciclo celular e induz a célula à apoptose.
A forma mutada dessa proteína não é capaz de corrigir os erros do DNA e nem de impedir a divisão celular. Dessa forma, a célula com DNA danificado pode se multiplicar e culminar com o surgimento de um tumor.

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