Geoengenharia solar e mudanças climáticas
A geoengenharia solar propõe aumentar artificialmente a quantidade de partículas na estratosfera. Esses aerossóis refletiriam parte da radiação solar de volta ao espaço, elevando o albedo terrestre e reduzindo temporariamente a temperatura média do planeta. A proposta é inspirada em grandes erupções vulcânicas, como a do monte Pinatubo, que provocou um resfriamento global passageiro. Entretanto, a técnica não diminui a concentração de gases de efeito estufa e pode causar alterações nos regimes de chuva, danos à camada de ozônio e outros impactos ambientais.
(* albedo = capacidade de uma superfície refletir a radiação solar)
(Texto adaptado da Revista Fapesp. Edição setembro 2024)
Considerando o funcionamento dessa técnica e os desafios relacionados às mudanças climáticas, a geoengenharia solar não pode substituir as políticas de redução das emissões porque
A) elimina apenas o metano atmosférico, mantendo inalteradas as concentrações de dióxido de carbono.
B) reduz a entrada de radiação solar, mas não atua sobre o acúmulo dos gases responsáveis pela intensificação do efeito estufa.
C) impede definitivamente o aquecimento dos oceanos ao bloquear toda a radiação ultravioleta proveniente do Sol.
D) aumenta a absorção de energia pela superfície terrestre, intensificando o aquecimento das regiões polares.
E) remove os aerossóis naturais da atmosfera, diminuindo a capacidade do planeta de refletir a luz solar.
RESOLUÇÃO:
A injeção de aerossóis poderia produzir um resfriamento temporário ao refletir parte da radiação solar. Contudo, a técnica não retiraria dióxido de carbono, metano ou outros gases de efeito estufa da atmosfera. Além disso, sua interrupção após um longo período poderia provocar uma elevação rápida da temperatura, fenômeno conhecido como termination shock. Por isso, a geoengenharia solar é considerada uma possível medida paliativa, e não uma alternativa à redução das emissões.
Resp.: B
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