(UERJ/2011) As proteínas alimentares são digeridas em etapas, até que seus produtos finais, os aminoácidos, possam ser absorvidos. O gráfico abaixo mostra a relação entre a quantidade de aminoácidos formados em três compartimentos do tubo digestório algum tempo após a ingestão de uma refeição rica em proteínas.

Os compartimentos estômago, duodeno e jejuno-íleo estão representados no gráfico pelas barras identificadas, respectivamente, por:
A) Y, X e Z
B) X, Y e Z
C) Z, X e Y
D) Y, Z e X
RESOLUÇÃO:
No estômago, a digestão das proteínas é iniciada pela enzima pepsina (que atua em meio ácido). No entanto, a pepsina é uma endopeptidase, o que significa que ela quebra apenas as ligações peptídicas internas das proteínas, transformando-as em fragmentos menores chamados peptídeos (oligopeptídeos). Como ela quase não libera aminoácidos livres isolados, a quantidade de aminoácidos formados aqui é mínima (próxima de zero). Portanto, o estômago corresponde à barra Y.
No duodeno, as enzimas pancreáticas (como tripsina e quimiotripsina) continuam a quebrar as proteínas em peptídeos ainda menores (oligopeptídeos); no duodeno o processo digestório ainda é majoritariamente de fragmentação parcial, gerando uma quantidade moderada de aminoácidos livres (barra Z).
É no jejuno-íleo que atuam em massa as peptidases intestinais (suco entérico), localizadas nas microvilosidades. Essas enzimas são as responsáveis finais por quebrar os pequenos peptídeos diretamente em aminoácidos livres antes que ocorra a absorção imediata. Portanto, sob essa ótica, o ponto máximo de formação acumulada de aminoácidos livres seria no jejuno-íleo (barra X).
Resp.: D
VEJA TAMBÉM:
– Questão comentada sobre sistema digestório, da FCMMG
Seja o primeiro a comentar