(Biologiaresolvida/2026) Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butantan avaliaram, em laboratório, a ação de venenos de oito espécies de serpentes do gênero Bothrops sobre o Schistosoma mansoni, verme causador da esquistossomose. Alguns venenos reduziram a locomoção, a capacidade de fixação e a sobrevivência dos parasitas, além de comprometerem a postura de ovos.
A busca por novas alternativas terapêuticas é considerada urgente porque o praziquantel é o único medicamento disponível para tratar a doença. Seu uso frequente e em larga escala pode favorecer a sobrevivência e a reprodução de vermes menos sensíveis ao fármaco, aumentando o risco de surgimento de populações resistentes.
Fonte: BERNARDES, Júlio. Veneno de serpentes quebra resistência do parasita da esquistossomose. Jornal da USP, 21 jul. 2026. Disponível em: Jornal da USP. Acesso em: 23 jul. 2026.
O processo evolutivo que explica o possível aumento da resistência do Schistosoma mansoni ao praziquantel é caracterizado pela
A) indução de mutações específicas no DNA dos parasitas provocada pelo contato direto com o medicamento.
B) adaptação intencional dos vermes ao ambiente químico, transmitida posteriormente aos seus descendentes.
C) seleção de parasitas previamente menos sensíveis, que sobrevivem ao tratamento e podem deixar descendentes.
D) transformação dos venenos de serpentes em anticorpos capazes de neutralizar geneticamente os vermes resistentes.
E) aquisição de características hereditárias devido à necessidade de sobrevivência diante do uso contínuo do fármaco.
RESOLUÇÃO:
O praziquantel atua como uma pressão seletiva. Os parasitas mais sensíveis tendem a ser eliminados, enquanto aqueles que já apresentam menor sensibilidade possuem maior probabilidade de sobreviver e reproduzir-se. Ao longo das gerações, a frequência dessa característica pode aumentar na população, conforme o mecanismo de seleção natural.
Resp.: C
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