Ritidoma – a “casca” que solta de certas plantas

Quando uma planta está muito jovem (com crescimento primário somente) seu caule é revestido por uma película constituída por células aclorofiladas chamada epiderme. No caso das folhas, é nessa epiderme que se encontram os estômatos, estruturas com abertura e fechamento regulável, responsáveis pelas trocas gasosas entre planta e meio.

À medida que a planta vai se desenvolvendo e crescendo em espessura (crescimento secundário), a epiderme é substituída pela periderme, um tecido formado pelo súber (também chamado de felema), felogênio (meristema secundário) e feloderma (tecido de preenchimento).
A imagem abaixo mostra a distribuição destes tecidos em um corte transversal de caule com crescimento secundário.

O que é o ritidoma?

À medida que a planta vai envelhecendo, novas peridermes vão se formando em profundidades cada vez maiores no caule. Isso provoca um acúmulo de tecidos mortos na superfície caulinar.
É exatamente essa parte morta que recebe o nome de ritidoma.

Foto mostrando o ritidoma soltando em caule de eucalipto. Foto: Ângela Quinelato

Em algumas espécies, principalmente em representantes da família das mirtáceas (goiabeira, jabuticabeira, pitangueira, cabeludinha, eucalipto, cambuci, cagaita, cravo-da-índia…), o ritidoma se solta muito facilmente.

Veja também:
Questão proposta sobre periderme, da UFLA

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