Prova comentada SL Mandic 2016 – parte 3

SL MANDIC 2016 – PARTE 3

11) Um tubarão de meio metro e um peixe cabeça de geleia. Esses são alguns animais marinhos muito raros capturados por pesquisadores do Projeto Tamar, na Bahia. Até agora, são dez espécies que nunca tinham sido vistas no Atlântico Sul.
Os peixes foram capturados entre 200 e 1.200 metros de profundidade. Muitos chegaram à superfície mortos, mas alguns sobreviveram e foram levados para a base do Tamar na Praia do Forte, onde ganharam um espaço especial: escuro e frio, como no fundo do mar.

(Disponível: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/01/pesquisadores-encontram-peixes-estranhos-no-litoral-da-bahia.html Acesso: 02 set. 2015.)
A vida no meio profundo originou várias respostas, a nível adaptativo, como a ausência de olhos em algumas espécies e o alongamento de apêndices, garantindo uma melhor percepção sensorial. Segundo a teoria sintética da evolução, as adaptações encontradas nos animais de grandes profundidades podem ser assim explicadas:
A) Sem utilidade na escuridão, os olhos foram se transformando em estruturas sensitivas como os apêndices sensoriais.
B) A pressão da coluna de água e a escuridão provocaram mutações que explicam a perda dos olhos e o alongamento dos apêndices sensoriais.
C) A escuridão no fundo do mar induziu mutações sucessivas que, ao longo de muitas gerações, levaram à regressão dos olhos.
D) Mutações aleatórias produziram características como longos apêndices sensoriais que, no fundo do mar, foram selecionadas como uma vantagem adaptativa.
E) Na escuridão do fundo do mar, os apêndices se desenvolveram pelo excesso de uso, enquanto os olhos se atrofiaram como consequência da falta de uso.

12) Um técnico de taxidermia (método de preparação de animais para exposição), ao receber um falcão peregrino, ave migratória da América do Norte, notou que seus músculos peitorais apresentavam uma coloração de vermelho muito intenso, ao contrário dos músculos peitorais de um peru. Essa coloração muito intensa está diretamente relacionada ao modo de vida migratória do falcão peregrino, ave que apresenta fibras de contração
A) lentas ou vermelhas, com menor concentração de mioglobina, mas ricas em mitocôndrias, adaptadas a movimentos duradouros.
B) lentas ou vermelhas, com maior concentração de mioglobina, mas pobres em mitocôndrias, adaptadas a movimentos duradouros.
C) lentas ou vermelhas, com maior concentração de mioglobina e ricas em mitocôndrias, adaptadas a movimentos lentos e duradouros.
D) rápidas ou brancas, pobres em mioglobina e mitocôndrias e adaptadas a contrações bruscas.
E) rápidas ou vermelhas, pobres em mioglobina e mitocôndrias, por fermentarem.

13) Hospitais em Alerta
Desde o dia 28 de maio, vieram à tona infecções por bactérias multirresistentes – conhecidas popularmente como “superbactérias” – em sete unidades de saúde do DF. No início de junho, a Secretaria de Saúde informou que 16 pacientes estavam isolados no Hospital Regional de Santa Maria com a bactéria multirresistente.
(Disponível: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/08/morre-idoso-internado-no-df-com-superbacteria-kpc.html Acesso: 19 ago. 2015.)

O texto relata a presença de “superbactérias” em hospitais do Distrito Federal. Sabe-se que o uso descontrolado de antibióticos em populações está relacionado ao aparecimento dessas bactérias resistentes, pois
A) o uso incorreto de antibióticos acaba selecionando as bactérias que já possuem resistência à droga, as quais, com o tempo, passam a ser maioria.
B) em resposta aos antibióticos, as bactérias passam a aumentar a sua resistência tornando-se progressivamente resistentes.
C) os antibióticos induzem mutações nas bactérias, criando bactérias cada vez mais resistentes a seus efeitos.
D) os antibióticos diminuem a resistência imunológica do organismo, favorecendo o aparecimento de bactérias multirresistentes.
E) ao alterar os genes das bactérias, os antibióticos selecionam aquelas que criaram resistência, tornando-se multirresistentes.

14) A adubação verde consiste no cultivo de plantas que trazem algum benefício para outras de importância comercial. O cultivo consorciado da leguminosa crotalária (Crotalaria juncea) com quiabeiro, sob manejo orgânico, pode gerar aumento em número de frutos e produtividade, e a redução da incidência de doenças causadas por fitonematoides formadores de galhas radiculares.
(Disponível: embrapa.br/busca-de-produtos-processos-e-serviços Acesso: 08 ago. 2015.)

O texto traz um exemplo de plantio consorciado de uma planta leguminosa (crotalária) com uma planta não leguminosa (quiabo). Além de diminuir a incidência de algumas doenças, esse procedimento aumenta a produtividade do quiabo, pois as plantas leguminosas
A) liberam compostos nitrogenados no solo, como, por exemplo, o nitrito, o que torna o solo mais fértil.
B) fixam carbono, ao realizar fotossíntese; o carbono é incorporado ao solo, tornando-o mais fértil para o quiabo.
C) mantêm associações com bactérias fixadoras de nitrogênio; essas bactérias liberam compostos nitrogenados no solo, fertilizando-o.
D) têm a capacidade de absorver substâncias tóxicas presentes no solo, como por exemplo, o alumínio.
E) são imprescindíveis para o quiabo porque atraem os agentes polinizadores, necessários para a produção dos frutos.

15) Duas novas espécies de pererecas descobertas no Brasil por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, e da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, podem ser os primeiros anfíbios peçonhentos já registrados. A Corythomantis greeningi, encontrada na Caatinga, e a Aparasphenodon brunoi, que vive na Mata Atlântica, têm um modo único de envenenar seus adversários: por meio de espinhos ósseos na cabeça.
(Disponível: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-veneno-da-perereca-novas-especies-brasileiras-injetam-veneno-com-espinhos-da-cabeca/ Acesso: 18 ago. 2015.)

O texto menciona duas novas espécies (sob a perspectiva do registro científico), encontradas na Caatinga e na Mata Atlântica. Quanto à presença desses animais na Caatinga, pode-se afirmar que
A) é incomum, pois os poucos anfíbios encontrados nesse bioma apresentam adaptações ao clima seco, como os ovos com casca calcária e a fecundação interna.
B) é incomum, pois eles são dependentes da água na reprodução, além de possuírem pele delgada e úmida, o que facilita desidratação no clima seco da Caatinga.
C) é comum, pois os anfíbios da Caatinga excretam ácido úrico e apresentam pulmões bem desenvolvidos, não dependendo, portanto, da respiração cutânea.
D) é comum, pois vivem em regiões restritas da Caatinga, onde há lagos de água salobra, necessária à sobrevivência desses animais.
E) é comum, pois a presença de espinhos venenosos afasta as cobras e aves de rapinas, principais predadores dos anfíbios na Caatinga.

RESOLUÇÃO:
11) Os organismos que habitam as regiões profundas do oceano sofreram mutações aleatórias. Aquelas características que os tornavam mais adaptados ao meio foram naturalmente selecionadas como, por exemplo, apêndices mais alongados.
Resp.: D

12) As fibras musculares vermelhas são ricas em mitocôndrias, adaptadas a contrações mais lentas (menos vigorosas que as fibras brancas) e de longa duração.
Resp.: C

13) O uso incorreto e repetitivo de antibióticos acaba provocando a morte das formas sensíveis e, automaticamente, favorecendo a proliferação das formas resistentes.
Resp.: A

14) Nas raízes das leguminosas desenvolvem bactérias fixadoras de nitrogênio, como as bactérias do gênero Rhizobium. Tais bactérias acabam liberando compostos nitrogenados no solo, enriquecendo-o.
Resp.: C

15) A ocorrência de anfíbios na caatinga é bastante incomum, devido à aridez do bioma. Os anfíbios possuem pele fina e úmida e dependem da água para a reprodução.
Resp.: B

VEJA TAMBÉM:
– SL Mandic 2016 comentada – parte 1
SL Mandic 2016 comentada – parte 2

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